Gotas de racionalidade e bom senso em um mar de estupidez. Não vejo outras palavras para definir a brilhante decisão do Juiz Ari Ferreira Queiros, que não só liberou a cerveja nos estádios de Goiás, como fundamentou sua decisão afirmando que não se pode separar a cerveja do futebol, pois o produto é culturalmente ligado ao futebol.
Infelizmente o que se discute hoje em dia não é como manter a cultura e as tradições do futebol, a discussão hoje em dia é a constante busca por lucros, ou uma suposta preocupação com a segurança, que ocupa a mente vazia de promotores desocupados. E nós observamos passivamente eles unindo o útil ao agradável.
A segurança e combate ao crime é uma ótima desculpa para gerar mais lucros no futebol. Quando venderam a alma do nosso estádio e a transformaram no Setor VISA, uma das vantagens apontadas foi que a compra com o cartão de crédito beneficiaria o torcedor que não seria extorquido na mão de cambistas. Agora somos extorquidos de forma legal pelo próprio Palmeiras, que nos obriga a pagar mais de R$100 por um ingresso em um setor que há 3 anos não pagávamos mais do que R$ 20.
E por essa preocupação pela “nossa segurança” que precisamos viajar mais de 7 horas para acompanhar nosso time. Com isso os clubes ganham, as prefeituras ganham e o Ministério público se dá por satisfeito em afastar parte dos torcedores dos estádios. Mas isso não é nem para ligar, afinal eles fazem isso pensando em NOSSA SEGURANÇA.
Já que esses filhos da puta se preocupam tanto com nossa segurança, vou dar uma sugestão: Por que ao invés de se preocupar com a cerveja que tomaríamos durante o jogo, vocês não proíbem o Habib´s de vender seus produtos no Morumbi?? É muito mais fácil dois bambis brigarem por um kibe do que nós arrumarmos confusão por tomar uma cervejinha.
setembro 18, 2009 às 8:49 pm |
Aê Moacir, muito bom o texto e também a foto do jogo contra os fedidos ficou louca hermano!!
Vou escrever sobre essa parada de modernidade também. Parabéns pelo blog!!!