Aspetta, cazzo! A nação palestrina não via um esquadrão sedento por títulos e com qualidade para chegar a tal faz tempo. Hoje temos o Presidente dos sonhos de 10 entre 10 palmeirenses, um técnico que se foca no time e um elenco comprometido com o Palmeiras.O resultado disso é a liderança há 12 rodadas, porém o clima de festa e de “já ganhou” começa a me preocupar. Ontem voltando do Palestra eu via um monte de bandeiras do Palmeiras nas janelas dos carros que buzinavam freneticamente, lembrava em menores proporções a comemoração de um título. Quero pensar que não passou de comemoração pela vitoria ontem. Não vai ser fácil, TODOS os jogos daqui até o final serão similares ao jogo de ontem contra o CAP, não vai ter vida mole para nós, adversários, arbitragem, imprensa, nada vai ser fácil ou jogar a nosso favor, nada.É guerra.
Isso me preocupa ainda mais pois toda vez que o clima de festa tomou conta do Palestra o Palmeiras não conseguiu mais do que um empate. Foi assim contra o Grêmio e Botafogo. Quando o clima festivo domina, os torcedores esporádicos/oportunistas brotam do esgoto. Eles não vão lá focados na vitoria, vão atrás de festa, dribles e gols. E não felizes em apenas desviar o foco do jogo se a euforia pela festa não se concretiza eles vaiam, xingam e cornetam. Já temos fatores suficientes contra nós, não vamos dar mais um de graça.Vamos nos manter focados na única coisa que importa e deixar a festa para depois.
3.348 quilômetros, essa é a distância que os torcedores do Palmeiras ou dos rivales terão percorrido para assistir os 3 derbys do ano.Uma verdadeira vergonha, um tapa na cara do torcedor que dá importância e quer estar no estádio assistindo a esses jogos.
Dia 20/09 em termos de importância significa pra mim o que o dia 4 de julho significa pra um americano patriota, ou o que um francês sente quando comemora a queda da bastilha.
Gotas de racionalidade e bom senso em um mar de estupidez. Não vejo outras palavras para definir a brilhante decisão do Juiz Ari Ferreira Queiros, que não só liberou a cerveja nos estádios de Goiás, como fundamentou sua decisão afirmando que não se pode separar a cerveja do futebol, pois o produto é culturalmente ligado ao futebol.